O Festival

 

O ano era 1999. A cena de música independente de Goiânia já fervilhava. Novas bandas surgindo, novos projetos, gente nova e com muita vontade de mostrar sons, experiências para um público ainda em formação. Daí, um cara de 20 anos, Fabrício Nobre – que já se aventurava na produção cultural, tinha um selo para lançar bandas e queria que as pessoas escutassem a sua – desenhou um evento para colocar os amigos para tocar, divulgar sua própria banda e chamar uns caras de fora da cidade para ver o que estava rolando por aqui. Foi assim que o FESTIVAL BANANADA começou.

Após mais de uma década num formato enxuto, com maioria das atrações de Goiânia, acontecendo somente em um local, dois palcos, grande parte das bandas iniciantes da cidade e poucos nomes de peso na programação que durava só três dias, o Bananada se renovou. Em 2012, acompanhando a tendência dos festivais gringos, o Bananada se tornou um evento que, em uma semana, mostra o que há de melhor e mais relevante na cidade englobando restaurantes, teatros, casas noturnas e se tornou um multifestival-multicultural com participação de bandas de todo brasil e mundo, exposição de artes plásticas, circuito de skate, circuito gastronômico, com edições pockets na Espanha e Portugal.

Já passaram pelo palco do Bananada: Caetano Veloso, Jorge Benjor, Mulheres Negras Patu Fu, Maria Gadú, Céu, Planet Hemp, Criolo, Emicida, Tulipa Ruiz, Baiana Sistem, Liniker, Mundo Livre S.A, Karol Conka, Dj Patife… E os internacionais Mudhoney, J Mascis, Lemonheads, White Denin, Man Or Astroman, Wine B, METZ, The Alah Las, Perrosky entre outros.

Agora caminhando para sua vigésima edição ininterrupta – crescendo e se adaptando às novas realidades, amadurecendo conceitos, ganhando destaque nacional e internacional, primando cada vez mais pela qualidade, conforto e atendimento ao público, às bandas e convidados – percebemos que o conceito de “festival de música” não é abrangente o suficiente para descrever a experiência do BANANADA.

O BANANADA, acima de qualquer coisa, é um ENCONTRO: gastronomia, música clássica, música popular, artes plásticas, gente de todas as idades, skate, política, negócios, produção local / nacional / internacional, economia criativa, abraçando gêneros, cores e credos. Tudo misturando num grande “bowl” chamado Goiânia.

A receita é basicamente a mesma: uma semana de programação espalhada nas casas noturnas, teatros, espaços culturais da capital goiana; pelo menos 50 atrações artísticas de diferentes vertentes musicais, como rap, rock, nova mpb, instrumental; parceria com cerca de 20 restaurantes da cidade com um cardápio especial no mês do Bananada para agradar os mais variados paladares; muita gente de fora de Goiânia, do Estado e às vezes do País vindo encontrar pessoas novas e viver novas experiências; um artista plástico goiano fazendo um cartaz lindão pra dar cara à essa mistura.